Eu. E tu.
O mundo não cessa, nem o meu entusiasmo. Engrandece-se a minha perseguição voraz pelo fantástico, pela emoção vulcânica. Utopias inalcançáveis? Para mim existem realidades ambiciosas, pelas quais me demando enfrentá-las.
Não paro de sorrir quando olho para trás e vislumbro um passado ingénuo e inocente. Mas sobretudo, pelo meu presente intenso, vivo, bravo e quente, onde sobressai o teu olhar terno e o teu perfume doce. Cada dia, como se fosse o primeiro.
É delicioso cantar aquelas palavras que fazem raiar o sol. Ainda melhor ser por ele acalentado e sentir o seu brilho, charme e beleza. Estou incansável e ninguém me demove do meu rumo à magia da vida, do meu rumo à tua magia. O dia é aqui e agora, o dia é meu, o dia sou eu. E preciosamente tu.
A ânsia de predizer o segundo
que me espera, enigmático,
no cronómetro das profecias
que assolam a linha monocórdica
da vida dos mortais incessantes.
O pêndulo do coração anárquico
que se exacerba numa arritmia
quando os sábios ponteiros
não vislumbram uma luz
que assinale uma certeza.
A resposta é soberana,
deleitemo-nos no sabor da energia vital!